Daiane Ribeiro bellydance


Olha, vou dizer uma coisa. Ando meio revoltada. Até mesmo chateada pois isso acontece por mais que a gente tente mudar a situação. Se você já dá aula sabe do que eu falo.

Gostaria de saber a opinião de quem está lendo até mesmo para compreender se realmente eu estou certa na questão a seguir.

Certa vez conversava com uma grande amiga sobre  dança do ventre e ela me confessou sua opinião a respeito. Ela não dança, mas como público seu parecer me pareceu muito convincente e de uma forma geral, deve ser a opinião da grande maioria também.
Abri mais ainda meus olhos, pois já tinha quase certeza que tal coisa acontecia e veio a confirmação.  É que geralmente, nos shows de dança oriental ( falando daqui da minha região), o público não é exatamente atraído pela curiosidade ou pela admiração. Ele comparece mais em função do parentesco ou da amizade que tem com alguma bailarina do show. Mais por consideração à pessoa do que pela admiração à dança.  Não posso dizer que isso aconteça em outros lugares onde a dança é mais bem recebida ou popularizada, pois onde há grande quantidade de bailarinas de qualidade e um mercado mais competitivo a coisa talvez seja diferente. Por aqui a dança tem um crescimento bem mais árduo e lento.
Essa minha amiga disse que se a bailarina não fosse muito amiga dela, talvez ela nem fosse nos shows, pois pra quem não sabe muita coisa de dança todo ano é a mesma coisa, muda coreografia, muda música, às vezes uma convidada diferente, mas na verdade é como se não se acrescentasse significativamente aos olhos leigos. 
Convencida de que me colocando no lugar do público eu sentiria a mesma coisa, pedi sugestões. Ainda não patrocinei nenhum show e sempre pensei em fazer alguma coisa que fosse realmente diferente e divertida (e que não atraísse só pelo estômago, também).
Sabe que essa é a parte difícil da história, mas uma revelação de grande sentido apareceu:
o público precisa se sentir presente e valorizado por estar ali. Ele poderia estar fazendo qualquer outra coisa mais útil para ele próprio e isso deve ser levado em consideração. A bailarina tem que interagir mais, e não ficar só mostrando sua habilidade goela abaixo para alimentar seu ego.  Mostrar trabalho no final do ano definitivamente não é colocar meia dúzia de alunas despreparadas a se chacoalhar num palco, sem conseguir sequer mostrar os dois dentes da frente.  Não exigimos movimentos diferentes e técnicas apuradas.  Isso é pra quem já sabe dançar. Queremos ser contagiados, tocados com boas energias, queremos participar e queremos admirar! Nós tentamos gostar do que vamos ver, mas nem sempre dá. A dança do ventre para ser arte precisa disso.
Agora eu pergunto à vocês: será que realmente está sendo satisfatório nosso papel de bailarina ? Vocês já pensaram nisso tudo? A responsabilidade que temos? O que significa pisar num palco para você, afinal?  Receber sorrisos para que possa sorrir em cena? Não deveria ser o contrário?   Helloooooo!
Meninas agradeço muito o tempo de vocês e a participação. Um grande abraço.


12 CommentsChronological   Reverse   Threaded
khandara wrote on Sep 16, '07
Olá, Daiane! Acho que muitas coisas estão envolvidas... Mas, com certeza isso acontece sim!
Acho que a cultura pode ter muito a ver! Em São Paulo, por exemplo, a cultura árabe é forte e bem valorizada, por isso, as bailarinas de lá são muito bem preparadas. No Rio, o quadro é diferente; não existe essa cultura e as bailarinas possuem um nível um pouco mais baixo.
Claro que a professora tb é responsável pelo sucesso ou não das apresentações. Estudar mais o foclore árabe, por ser mais contagiante, talvez seja uma solução para melhorar. Os clássicos e lentos são lindos, mas poucas pessoas entendem oq existe por trás de uma apresentação dessa e pode se tornar chato.
E óbvio, a qualidade das apresentações e bailarinas é fundamental!
Mas não se revolte! Essa não é uma arte fácil de ser compreendida...
Beijos!
jalila81 wrote on Sep 16, '07
Oi Daiane!
Realmente, você tocou num ponto importante. Acredito que falta, em forma de treino mesmo, a interação, postura, etiqueta da bailarina perante ao público. Diferente de outras danças, onde você está num palco, a dança oriental se manifesta na maioria das vezes no mesmo "nível" (literalmente) do público, portanto também acho fundamental que esse público seja levado em consideração.
rkayla wrote on Sep 17, '07
Olá, Daiane, estava discutindo isso com uma pessoa que também não dança e sempre me assiste dançar. Mas meu ponto é outro.

Imagine a seguinte cena: uma professora com 20-30 alunas faz seu show de final de ano. Para as alunas ficam a taxa do teatro e a compra do seu figurino individual. O que já é bastante considerando o nível financeiro da maioria das pessoas em nosso país.
Começa o show. A professora dança uma música de 10-20 minutos e as alunas dançam durante 5 minutos uma coreografia divididas em grupos. 90% do público que estava lá , estava lá para ver quem? quem realmente? a professora? a famosa fulana de tal q teve a honra de dançar em tais ou tais lugares? Óbvio que NÃO.

Quando era aluna durante uma apresentação de final de ano dancei uma música em dupla com uma colega enquanto as outras professoras do local dançaram cada uma 3 músicas diferentes. Falta bom senso nessa hora. Se as pessoas estão lá para ver suas filhas, esposas, netas, tias, o q for, dançarem, pq não merecem elas o mesmo destaque? Apresentação de alunas não deve servir para mérito da professora ou ultra exibição dela. Já vi ingressos de apresentações com alunas custarem 30-50-60 reais. Você praticamente obriga os parentes de suas alunas a gastarem em média 100 reais para vê-la dançar durante 5 minutos. Falta MUITO bom senso nessa hora também.


Outro ponto: Além disso a maioria das bailarinas se agarram a um padrão de apresentação: música clássica, entrada com véu, lento, derback e finalização. 70% das apresentações são assim. Nessa hora também falta bom senso das bailarinas. Depois da terceira pessoa entrando de véu arco-íris ninguém mais está prestando atenção.

É chato pensar dessa forma, mas é verdade, nem todo mundo gosta de dança do ventre como gostamos, e a maioria das pessoas q estão te assistindo estão lá para manter uma amizade e social com alguém que estará dançando. Ao mesmo tempo que, muitas pessoas que não dançam, adoram assistir. Então não se revolte com isso, é normal, cada um gosta de algo específico. Não é porque a dança é especial para nós, ela deve ser igualmente especial para outros.
aledancer wrote on Sep 17, '07
oi Dai!
concordo contigo em parte, mais a visao da Kayla e bem realista...
nao podemos pensar q pq amamos algo o outro tb tem q gostar. comparando com futebol,por ex, que no nosso pais quase todo mundo gosta, eu acho um saco!!!!!!!!
vejo 30 baIarinas ruins e nao vejo um jogo inteiro.
Claro q temos responsabilidade nisto, especialmente as profes, talvez ai a grande falha, de colocar gente mal preparada para enfrentar palco , mas tem o outro lado: quem nao entende nada e vai la p ver a sobrinha, filha ou seja la quem for dançar , muitas vezes nao dara valor a performance de alguem q esta mais preparado pq foi la ver a parente "fantasiada de odalisca".(ai ai ai), mesmo q perceba um nivel tecnico maior da profissional.
Na minha opiniao deveria acontecer eventos separados: um p a escola como todo e outro p profissionais, neste nao iriam os parentes (aqueles q nao se interessam) , mas o publico q quer ver dança de verdade.
Concordo com o q Kayla falou tb sobre os tempos de palco. Apresentaçao de escola a estrela e a aluna. e necessario respeitar este momento, mesmo q nao saia da meneira q foi idealizada e preço do espetaculo de comemoraçao.
Quanto a expressao, Dai, na minha opiniao o caminho e ainda mais longo. os dentes so vao aparecer quando a bailarina se sentir completa. Enquanto estamos pensando q o movimento nao esta bom, nao da pa curtir e dai fica assim, cara de pavor, é feio? e! mas necessario como etapa de amadureceimento, ninguem chega arrasando. Para algumas pessoas e mais facil, sao naturalmente mais soltas e nao se cobram , p quem tem um nivel de aulto- exigencia maior, demora bem mais.
Fica tranquila, neste mundo tem espaço p tudo.
bjs
damballah wrote on Sep 17, '07
Meninas...

Infelizmente é isso mesmo. Me lembrei do festival Bele Fusco que aconteceu aqui em Curitiba em julho ultimo. No meio da noite de Gala, o marido uma amiga estava de costas para o palco e eu disse:
- Fulano, vc tá perdendo o show. Ao que ele respondeu:
- Eu não aguento mais, se fosse só aqui, mas tenho "isso" em casa 24 horas por dia..
Não hora dei risada, mas ao mesmo tempo entendi que no final das contas, dançamos para nós mesmas. Quando digo nós, me refiro a nós apaixonadas pela dança. Por exemplo, este final de semana tivemos em Curitiba o 26. dnaça Curitiba, um evento patrocinado pelo Governo do Paraná. Na primeira apresentção que foi num calçadão do centro, realmente vi um público enorme que gosta de dança, mas era o povo que estava passando por alí naquele momento. A prefeitura não divulgou o evento...quem sabia do evento??? A noite me apresentei no Opera de Arame, um teatro, quem estava lá?? Somente parentes. A cada grupo que saia do palco, se percebia um movimento na platéia, era a familia saindo rapidinho de lá...
Cabe a nós divulgar, e não só nas comunidades relacionada ao nosso tipo de dança, mas em outros meios, para que possamos abrir a oportunidade para pessoas de fora do círculo que gostem de arte ter contato com a nossa dança.

Grande abraço a todas.
Bety - Ctba
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samahi wrote on Sep 18, '07
Oi, Kayla! Obrigada pela participação. Acredito que os itens que abordaste tem total fundamento. Concordo com o excesso de gastos e acho um saco bailarina que apresenta até cansar, sendo que realmente quem enche o salão são as alunas. E isso ainda acontece muito.
Quanto ao seu ponto, vc está corretíssima, sem tirar nem por. Mas a questão principal do tema que coloquei em pauta não é quantidade de aparições de x ou y. É qualidade no preparo das alunas pelas quais somos majoritariamente responsáveis.

Falo disso por que dou aula há muito tempo e sei que é muito difícil para todas chegarem num excelente resultado (aqueles ditos da boca pra dentro mesmo). As pessoas aqui no Brasil só vão admirar a dança do ventre como admiram o flamenco, o salão, o sapateado,a contemporânea quando nós abrirmos os olhos em relação ao que estamos passando para nossas meninas. Ou seja: precisa sim atingir uma certa maturidade no conhecimento da dança para que um público consiga realmente apreciar. Não importa o tempo de dança, mas a maneira com que estamos expondo nosso trabalho através das alunas. Fazer com que elas compreendam que o esquema do movimento em si é menos preocupante do que a apatia em cena. Quando minha amiga fala sobre o fato de que o público precisa ser contagiado é isso que entendi.
Na grande parte dos shows é bem como você expôs: a bailarina anfitriã se achando, fazendo várias entradas. Mas nem ela própria interage com o público! Ninguém está preocupada em fazer sorrir e trazer um momento de encanto real a quem está ali na frente. Esse é o problema. É como se o público não estivesse ali para se sentir bem, mas só para se chocar com tais habilidades. E da parte das alunas, se a profe é assim, quem vai dizer para elas que é preciso muito mais do que a presença da técnica? Quem vai dizer que a melhor maneira de valorizar a presença do público não é o agradecimento no final do show, e sim dançar como se fosse a última vez, com intenção, energia e presença de espírito?
Esse é o meu ponto de vista, que vale independentemente do tempo de dança.

E a criatividade é aquela coisa, também. Alguém um dia disse que tinha que ser assim e pasmem, fora disso será terrível. Acho que essa parte a gente pode modificar com mais rapidez, vamos fazer um show totalmente inusitado, sem se preocupar tanto com essas formalidades que só atrasam nossa vida. Por que derback por último? E por que não conversar com o público durante o show, apenas narrações frias? Viva a espontaneidade!
samahi wrote on Sep 18, '07
Obrigada pelo post, Hanna!
Adorei sua sugestão, o folclore sempre anima mais por que é o que vem do povo. O problema que encontro nesta situação é que precisamos estudar muito o estilo que será apresentado e fazer as meninas sorrirem, pois saidi de cara amarrada eu já assisti, e, olha... não desce meeesmo.
Quanto a eu estar revoltada, não se preocupa (rsrsrsrs), é pelo lado positivo. Através de uma revoltazinha assim às vezes a gente consegue grandes resultados. Eu nem imaginei que iria ser respondida no meu blog, viu só!? Ficou polêmico! Rsrsrsrs
Um grande beijo!
samahi wrote on Sep 18, '07
Adorei todas as participações, obrigada mesmo, estou mais calma (rsrsrsrs). Valeu Ale, Bete, Aline. Vamos continuar nos comunicando e na luta pelo crescimento da nossa arte. Abração!
rkayla wrote on Sep 19, '07
Olá, Samahi, apenas citei o número de aparições por achar que isso implica na questão que vc levantou q é fazer o público interagir, gostar e ser tocado de certa forma pelo show apresentado como um todo.

Não quis mudar de assunto, não foi essa minha intenção.

Quanto as alunas sorrirem e estarem tecnicamente preparadas para apresentações acredito que isso tem muito a ver com a maneira que as próprias encaram a dança do ventre. Muitas fazem apenas por terapia e não possuem um compromisso de qualidade técnica e artística com a dança.

Sinto muito se pareceu que eu desvirtuei o tópico, não foi essa a intenção. Acredito que o ponto que levantei também contribue para apresentações monótonas ou grandes demais que acabam sendo forçosas para o público presente. Um abraço, e fique tranquila!
nyha wrote on Sep 19, '07
EM CONSTANTE APRENDIZADO

Nas regiões onde a dança é
mais apreciada,e os eventos
mais valorizados, funciona
também o fato de serem os
nossos conhecidos os que vão
assistir,e a diferença está na
sutileza e na educação
apropriada (o público tem a
oportunidade de conviver com
maior quantidade e qualidade
de apresentações) com que
comparecem a esses eventos.
Contudo, quem organiza

eventos e shows sabe bem,

das inúmeras "saias justas"

que ocorrem nos bastidores,

seja no recanto mais

longínquo, seja nas grandes

produções das metrópoles.
Porque onde está o ser

humano, está a vaidade

excessiva, os egos super

inflados, e o veneno da inveja

que parece sempre pronta a

espalhar seu venenozinho,

enciumada do sucesso

alheio....
Isso acontece em todo

recanto: os que vão nos

assistir em nossos eventos

são os nossos parentes,

familiares, amigos, conhecidos,

amigos de amigos, os que

ouviram falar, e assim por

diante...
Muitos deles vão e se

encantam, outros vão apenas

para acompanhar outros e

engrossam a fileira dos

entediados com tudo, outros

vão com o principal intuito de
fazer comentários desairosos,
destilando venenos da crítica
destrutiva a despeito de tudo
e de todos e também
comparecem aqueles outros
que se deixam encantar pela
ambientação,pela música, pela
atmosfera envolvente e se
tornam bastante receptivos à
integração. Costumam gostar
quando são chamados ao
palco ou para participar de
uma dança a convite da
bailarina; esse fator costuma
ser bastante atrativo para
integração do público, pois
quando um integrante da
platéia é convidado á dança,
costuma causar certo frisson
em todo o público presente.
Um bom recurso seria mesclar
as apresentações de forma a
empolgar o público com
entradas alegres após uma
apresentação clássica, por
exemplo. Isso dá uma
levantada nos ânimos pouco
afeitos às apresentações mais
demoradas. Aqui entra outra
questão, a da escolha das
músicas. Por melhor que seja a
bailarina, o público leigo não
tolera bem uma apresentação
longa, com músicas idem.
Muitas vezes o público
reclama de não entender o
que está assistindo; seria uma
idéia boa, explicar em textos
pequenos, algo sobre a dança
que será apresentada a
seguir. O público reclama sim e
muito, das bailarinas com 'cara
de nada", que se apresentam
mecanicamente, parecendo
não acrescentar emoção
alguma á sua apresentação, e
também, reconhecem de pronto, todas as "tássias", em
seus momentos eternos de "tá se achando".
É preciso um trabalho
incansável em nosso
aprendizado cotidiano, e em
sala de aula, para ensinar
estas e outras questões, que
vão além da técnica e do preparo...
Quantas e quantas questões
podem ser levantadas em seu
texto sobre aprendizado...
sim, de fato podemos e devemos aprender até com as
críticas e com os erros.
Observemos uma coisa que costuma ficar escondida por
detrás do véu: O fato de que o aborrecimento começa
causado por alguém com um comentário pouco nobre,
desprezando e diminuindo o trabalho alheio, alardeando a
má vontade:"Se não fosse por isso ou aquilo, ou mais aquilo e
isso, eu nem teria ido lá assistir!!"
Nós seres humanos,precisamos aprender a respeitar as
realizações do outro, e a nos enriquecer sempre mais
aproveitando as lições que teimam em ficar escondidas
por detrás dos véus.

Inês Bomfim
19/09/2007



samahi wrote on Sep 19, '07
Mas claro que tudo que foi dito contribui! Não se desculpe, não tem porquê.
Estive falando com uma terapeuta hoje e vamos realizar juntas um trabalho para esclarecer a questão de expressão. Concordamos que o trabalho com a dança do ventre, já que é tão procurada também como terapia, poderia abranger essa área mais significativamente. As mulheres não tem idéia dos conflitos internos que escondem suas percepções. Elas não se soltam para a vida, é como se fosse um fardo pesado, o medo de tudo, principalmente de se expor.
Na dança do ventre, mesmo inconscientemente, levamos o foco do movimento para os primeiros dois chacras. O grande problema é que o foco não pode ficar ali para sempre, enquando a energia não ascender, o peito não abre, o braço não vivencia os movimentos e a expressão será a última etapa...e para fazer essa ascenção existem dois caminhos árduos: prática "exaustiva" de movimentos e exercícios (que traz a mudança de fora para dentro, e provavelmente só consegue isso quem vive de dança) ou psicoterapia, florais e bioenergética ( exercícios vivenciais que dão jeito de fazer a gente abraçar a sombra e perder os medos).
Tive vontade de compartilhar isso com vocês, para mim vai ser uma nova experiência e espero em breve poder relatar os resultados obtidos com minhas meninas.
Imagina, se for uma boa alternativa, poderemos ter mais sucesso tanto no resultado relacionado à expressão da bailarina como naquele em que a mulher busca a dança unicamente de forma terapêutica.

Um grande abraço!!!!
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